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Entrevista da Dra. Celi Marques Santos ao DERC

Atualizado: 25 de fev. de 2021


1. Mini currículo da presidente

• Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Sergipe (1981), com especialização em Cardiologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Cardiologia (1996), especialização em Medicina Intensiva pela Associação Médica Brasileira e Associação de Medicina Intensiva Brasileira (2005). Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Sergipe (2006). Especialização em Curso Desenvolvimento Docente- PBL, Universidade Tiradentes, UNIT, Brasil. Professor Assistente de Cardiologia da Universidade Tiradentes – Sergipe desde 2013. Atuou como Médica da Secretaria de Saúde do Município de Aracaju, na Coordenação do Programa de Atendimento Integrado ao Hipertenso e no Programa Saúde da Família. Nos anos 1999 – 2000 foi presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia-regional Sergipe. Representante FUNCOR no período 1996-1997; 200-2002; 2012-2013; 2014-2015. É Médica Cardiologista da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, atua na Maternidade de alto risco, Nossa Senhora de Lourdes. Membro do grupo gestor da Cardiologia do São Lucas (São Lucas Cardio) – rede D’Or, Aracaju/SE. Presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher - biênio 2020-2021. Membro da Academia Sergipana de Medicina.


2. O Departamento de Cardiologia da Mulher (DCM) foi criado quando? Teve alguma necessidade especial da época para tal?

O Departamento de Cardiologia da Mulher, antes denominado Departamento de Cardiopatia e Gravidez da SBC, foi ideação do professor Dr. Januário de Andrade que assumiu a sua Primeira Presidência. Um idealista, graduado pela Faculdade de Medicina de Sorocaba Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1967) e residência em Cardiologia pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo. Entre outros títulos à livre docência pela FSP-USP (1995), foi professor de pós-graduação em Cardiologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC) e chefe do Setor de Cardiopatia e Gravidez desta instituição. Como membro fundador do Departamento de Cardiopatia e Gravidez da SBC deixou muitos seguidores. O DCM rende aqui uma homenagem ao professor, colega e amigo. O Departamento de Cardiopatia e Gravidez, através do empenho hercúleo de muitos colegas que me antecederam, a exemplo da doutora Walkiria Samuel Ávila, na função de Presidente do Departamento de Cardiopatia e Gravidez (gestão 1999-2001) em consonância com colegas militantes na área, atualizou em 1999, as diretrizes para a assistência da gestação e planejamento familiar da mulher portadora de cardiopatia, previamente discutidas em 1994, nas quais fui participante. A transformação em Departamento de Cardiologia da Mulher (DCM) surgiu em decorrência de uma evolução justa e necessária, reconhecimento da SBC ao trabalho de muitos seguidores e à necessidade de dar destaque e atenção à saúde cardiovascular da Mulher, de forma mais abrangente e diversificada. Como DCM, a Dra. Citânia Lúcia Tedoldi na função de editora publicou, em 2009, a Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia para Gravidez na Mulher Portadora de Cardiopatia. Em 2019, na gestão da Dra. Marildes Luiza de Castro, o DCM produziu o I Posicionamento do Departamento de Cardiologia da Mulher para a gestante Cardiopata in press com sua primeira divulgação pública durante o 74º congresso Brasileiro de Cardiologia.


3. Nessa gestão 2020/2021, são quantos integrantes? E quais suas comissões?

O Departamento de Cardiologia da Mulher consta da sua diretoria assim designada:

Presidente: Celi Marques Santos (SE)

Diretor Científico: Alexandre Jorge Gomes de Lucena (PE)

Diretora Administrativa: Walkiria Samuel Avila (SP)

Diretora Financeira: Regina Coeli Marques de Carvalho (CE)

Temos quase 500 sócios. Não temos ainda comissões definidas. Estamos em processo de expansão e organização descentralizada. É nosso intuito convidar colegas para liderar regionais, criar comissões com o objetivo de manter cursos de reciclagem, criar estratégias para divulgar os riscos cardiovasculares específicos da mulher. Pensamos no trabalho multidisciplinar e com várias especialidades, com foco no aprimoramento científico e na conscientização da sociedade dos fatores de risco das doenças cardiovasculares nas mulheres. Como exemplo, aceitamos através da Dra. Milena Barros, o convite de vocês, do DERC-Mulher, para trabalharmos em parceria. Oportunamente a Dra. Thais Vieira que há quatro anos, contando inclusive com apoio do DCM, realiza o Simpósio de Cardiologia da Mulher, nos cedeu espaço e lançamos pioneiramente, a primeira JORNADA DCM/DERC-Mulher. No dia 07 de março, às vésperas do dia Internacional da Mulher, realizaremos, aqui em Aracaju, a Caminhada Alerta VERMELHO para o Coração da Mulher – apoio irrestrito da SBC/Se, também em parceria com o DERC Mulher , assim como apoio de vários órgãos públicos, instituições privadas de saúde, mídia. Enfim, estamos muito motivados. Outras regiões do país estão montando ações semelhantes que divulgaremos no nosso site. Apoiaremos e participaremos de Webinar da SBC, que acontecerá no dia 07/03; estaremos presentes em todas as programações que formos convidadas: Simpósios, Congressos, etc. São inúmeros os nossos projetos, entre eles, atualizar o nosso site, para torná-lo fonte de pesquisa e divulgação das nossas ações. Quisera, também, escrever a nossa história, de suor e lágrimas, mas, certamente, muita união, alegria e sucesso.

Aos colegas do DCM, obrigada pela oportunidade recebida ao me prestigiarem com a presidência.

Ao DERC, agradeço pelo convite e parabenizo pela organização e dinamismo.

À Milena, minha estimada amiga e companheira de trabalho, SUCESSO! Torço por nossa parceria.



Aracaju, 28 de fevereiro de 2020.

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